BAG news I
Começando um novo capitulo...
Oi!
Tudo que é novidade gera um desconforto, uma certa insegurança. Confesso pra vocês que fiquei algumas semanas pensando “será que alguém vai querer ler a minha newsletter”?, mesmo tendo um número significativo de assinantes da Revista BAG, esse medo passou pela minha cabeça. Nesse mesmo sentido, essa semana coloquei pela primeira vez as faixas de cabelo fitness (na real talvez eu já tenha usado na infância) e me achei ridícula - apesar do acessório ser super útil para conter os cabelinho novos pós amamentação - mas depois de alguns looks fui me acostumando, até que comecei a me achar razoável. Então, acredito que com o passar dos meses eu me acostume também com a ideia de começar algo novo (de novo!).
Uma frase cruzou por mim esses dias e achei ótima: “coragem não é ausência de medo, coragem é tomar a atitude MESMO com medo!”.
Então, bora lá! A ideia desta news é não ter muitas regras, é ser um papo de amigos, com ideias para trocar, reflexões, indicações de links que eu acredito realmente valerem a pena e tudo aquilo que passar pela minha cabeça durante o mês.
Vou adorar receber comentários, visões contrárias e perguntas. Inclusive, uma das coisas de que mais gostei no Substack foi justamente a possibilidade de vocês responderem a este e-mail diretamente para mim, como um resgate da era dos blogs, lá da época em que comecei a trabalhar com moda!
A promessa da peça perfeita
Amanhã, dia 6 de agosto, a H&M lança uma coleção em parceria com a Wardrobe.NYC, marca conhecida pela estética minimalista e de linhas bem modernas, que promete um armário eficiente, com peças versáteis e de cortes impecáveis. Ao ver o teaser da coleção, fiquei super tentada a comprar algumas peças, justamente por causa dessa promessa de “peças perfeitas e para a vida toda”.
Acontece que logo me peguei pensando: até que ponto as marcas estão se apropriando do discurso do consumo consciente e racional para nos incentivar a comprar a cada nova remessa? Até porque hoje já não temos apenas as coleções por estação, quase toda semana surgem novas entradas, novas cápsulas e novas colaborações.
O que mais chama a atenção é que as peças em si não trazem nada muito diferente do que já costumamos ter no armário ou encontramos em outras marcas, inclusive em lojas de departamento, como Renner e Zara. Mas não me entenda mal, eu até coloquei na agenda o lançamento da collab, pois quero ver todas as peças e, inclusive, se você está precisando de itens básicos e com uma pegada atual, vale a pena marcar também!
Trazendo outro insight nessa mesma linha, vinha já analisando o quanto a The Row — marca que virou febre nos últimos anos — realmente justifica os preços estratosféricos cobrados por peças extremamente básicas, mas que carregam a reputação de terem os melhores tecidos, os melhores acabamentos e, claro, vendem também a ideia de pertencer a um grupo seleto de pessoas em que “quem sabe, sabe”. Tenho acompanhado as últimas coleções da marca e são poucas as peças que realmente apresentam um design diferente ou instigante a ponto de despertar aquela vontade de investir tantos milhares de reais. Ao mesmo tempo, li algumas colunas de pessoas que compraram itens da marca e passaram a reclamar justamente dos acabamentos, especialmente quando comparados aos valores cobrados.
No fim, acho que a minha reflexão nem é sobre a coleção da H&M ou sobre a The Row. Muito provavelmente vou continuar desejando algumas peças da collab — e confesso que acho que comprarei alguma delas. A questão é outra: estamos realmente querendo um armário atemporal e eficiente (e que pra isso precisa ter um número enxuto de peças) ou esse é apenas o discurso que hoje mais vende e a gente está caindo nessa cilada?
A The Row construiu uma reputação de excelência em tecidos, modelagem e acabamentos, além de um imaginário de exclusividade que faz muita gente acreditar que ali está a fórmula definitiva do guarda-roupa perfeito. A collab entre H&M e Wardrobe.NYC segue um caminho parecido, mas em outra faixa de preço. No fundo, ambas vendem a mesma ideia: a de que existe um armário ideal esperando pela próxima compra.E é justamente aí que comecei a achar tudo isso um pouco contraditório. Nunca se falou tanto em consumo consciente, em investir menos e comprar melhor, mas ao mesmo tempo, nunca fomos apresentados a tantas “peças definitivas”, “essenciais” ou “para a vida toda”. A cada lançamento, surge uma nova versão desse mesmo discurso, como se o guarda-roupa ideal estivesse sempre na coleção seguinte.
E acho que esse é o ponto que merece a nossa atenção, a minha, inclusive (heheh). Porque eu também me peguei desejando essa collab. A diferença é que, desta vez, parei para pensar se o que faltava era realmente uma peça no meu armário ou se eu estava apenas comprando mais uma promessa. Afinal, é muito fácil passarmos a acreditar que ainda falta alguma coisa no nosso armário, mesmo quando a promessa é, justamente, nos fazer comprar menos.
Testei e amei:
Comprei 3 produtos da Hidratei esse mês (a Panvel e o site da Hidratei estão com uma promo de Leve 3 e pague 2) e amei o resultado já no primeiro uso. Usei os 3 juntos e senti brilho e maciez após secar. Me passaram ótimos "feedback” da proteína hidratante.
Links:
Leave-in: Link
Proteína: Link
Máscara Líquida: Link
Provei e devolvi:
Não sei vocês, mas eu costumo comprar menos quando compro em lojas físicas, principalmente quando trago as peças em condicional para casa (um costume maravilhoso de cidades de interior, quando sabemos limitar as lojas). Em um desses condicionais, escolhi uma camisa jeans que tinha adorado no catálogo da Le Lis, provei em casa, gostei no corpo, mas ao ver o preço achei um pouco elevado para uma peça tão básica. Decidi devolver e procurar na internet se achava alguma versão com custo benefício melhor. Abaixo segue a foto da camisa que provei em casa e os links das camisas jeans que encontrei dentro do trio de requisitos que eu queria: básica, modelagem boa e custo benefício.
Links:
Camisa Jeans Escura: H&M (a minha escolhida)
Camisa Jeans Oversized: Renner (essa é quase uma jaqueta, pode ser usada fechada ou aberta, como sobreposição)
Camisa Jeans Acinturada: Renner
Pensata
Depois de 8 meses enfim mandei revelar algumas fotos do Pedro Paulo para começar a montar o álbum do primeiro ano (pra quem quiser indicação de álbuns, amei os que comprei no site da Flavia Nasser, link aqui). É incrível como tiramos milhares de fotos, mas não temos mais o costume de ter a foto física. Foi muito gostoso ver todas elas juntas e ir relembrando os momentos que vivemos. Falando em costume perdido, fiz algumas fotinhos 3x4 dos “mêsversários” dele e lembrei que antigamente costumávamos ver as pessoas orgulhosas mostrando a carteira, com as fotos dos seus filhos. Acabei resgatando essa tradição e coloquei uma fotinho no meu porta-cartões.
📖 Lendo e adorando
Minha lista de livros só aumenta, mas o tempo para ler diminuiu bastante. Então comecei a espalhá-los pela casa. 😂 Este fica no quarto do PP e, enquanto ele dorme no meu colo, leio algumas páginas. Está sendo um livro em forma de abraço, quebrando a ideia de teorias do sono, treinamentos de bebês. O nome é: O Poder do Apego (Link). Se você é mãe (ou está prestes a se tornar uma), fica a indicação.
Pergunta de assinante/seguidora:
“Ju, vale a pena investir em bota de camurça?”
Acho sempre difícil responder de forma taxativa esse tipo de pergunta, pois depende do estilo e realidade de cada uma. Mas, se você mora em uma região fria e costuma usar botas variadas, acho a textura de couro de camurça super atemporal e versátil. Ela deixa a bota com um ar menos sério. Só trago uma ponderação: é uma textura que requer mais cuidado, por exemplo, não podemos usar em dias chuvosos, pois ela mancha.
Trouxe três indicações de couro de camurça que considero ótimas aquisições:
Bota Marrom: Jorge Bischoff
Bota Café: Zara
Bota Camel: Arezzo (a cor cinza também é linda)




